Para pensar filosoficamente é preciso decidir um ponto de vista e analisar algum fenômeno ou objeto a partir dele e só por ele. Isso não implica sua visão acerca de algo, mas a visão de algum filósofo junto da corrente de pensamento dele; você pensa pensando o pensamento dele. Claro que há liberdade para você fazer o que quiser, a exemplo disso pode apontar falhas filosóficas, inadequações a situações analisadas, referência a um filósofo anterior, esclarecimento do crédito e descrédito da pós-modernidade em relação a esse pensamento. Mas saiba:
Dificilmente você conseguirá manter na corda bamba da análise. Ouse caso tenha propriedade (e muitor rigor) para falar.
À luz da filosofia, você pode ver posicionamentos de amigos, analisar comportamentos estranhos à realidade que lhe cerca, enfrentar complexas situações de tabus na sociedade, tecer considerações consistentes sobre algum problema político. Mas... e a finalidade prática? Olha, o seu discurso só será proveitoso e útil se modificar/alterar/transformar a atitude de alguém para que esse alguém propague sua ideia e chegue até umas pessoa que tenha poder político de exercer alguma modificação na sociedade. Lógico, você pode moldar o pensamento da comunidade do bairro e promover uma revolução, passeata, movimento, carreata; isso é fantástico, não é mesmo. Será quanto mais você não sentir a necessidade de ser reconhecido pelo seu pensamento; livre-se da necessidade da recompensa.
A "recompensa maior" encontra-se nos motivos metapessoais. Um professor que depende do resultado efetivo do aluno pode ser vítima da frustração/decepção consequente de uma ilusão, uma projeção idealizada de um futuro glorioso. Outro, ivestindo na esperança de tentar, desvinculado da indiferença, reconhecendo-se o outro e ao mesmo tempo ele mesmo, esse "pega, senti e passa adiante".
Pensar, a meu ver, está a tornar-se um modo rigoroso, social, político, prático, reflexivo e sensível/delicado*. Pensar é lapidar até encontrar o brilho original de todas as causas e efeitos.
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